
Dia das Mães
Mãe. Palavra pequena que significa tanta coisa! Abraço, afago, aconchego mesmo no cansaço, presença, cuidado…
Mãe. A matemática de contar feijão! Um a um na palma da mão…
Mãe. Saber a palavra certa ou não ter palavra alguma e mesmo assim, falar com os olhos.
Mãe. Toda mãe tem seus silêncios! E os silêncios continuam a dizer coisas, só que como um sussurro…
Há coisas que não precisam ser ditas com palavras, não é?
Há coisas que chegam assim, num sussurro…
Não dá pra colocar em um único texto tudo o que uma mãe representa pra cada ser vivente!
E é muita coisa! É a dor da vida, é a dor de dente! É o medo do escuro, é o medo de gente! Mesmo diante do improvável e do impossível ela fica contente!
Ela dá força e ela é a própria força!
Mãe!
Queria que essa crônica pudesse capturar por um breve momento o seu abraço, o seu sorriso e a sua proteção!
Queria que cada palavra aqui representasse um pouco da sua sabedoria.
Mas a crônica não é mãe, é crônica! E, como se diz, mãe é mãe!
E não, a crônica não vai dar conta disso!
É muita coisa pra dar conta! Só mãe mesmo!
Por isso, mesmo sem jeito, a crônica deste dia coloca sobre a mesa uma toalha, os talheres, os copos e os pratos.
A comida que chega quentinha, como lembrança gostosa de almoços em família, lembra de novo o cuidado, o cuidado de fazer sempre o melhor.
E vão chegando à mesa os filhos, que já não são crianças, mas retornam ao tempo em que os sonhos tinham um contorno especial.
Na mesa, conversas, risadas, mãos que se ajudam com este ou aquele prato ou uma bebida… O tempo para.
Mãe… obrigado por acreditar nos nossos sonhos!
O menino que escrevia versos já não é mais um menino, mas guarda e guardará pra sempre as contas feitas com feijão na velha mesa de madeira.
O cronista, homem feito, agradece a oportunidade de poder estar presente em mais um dia das mães!
E a crônica termina assim, nessa cena de almoço, tão simples, mas tão certa!























